O capitalismo, no final do século passado e início deste, passou por profundas transformações que afetaram profundamente o mundo do trabalho. Seguindo o pensamento de André Gorz somos levados a situar principalmente na revolução tecnológica a razão impulsionadora dessas transformações. A revolução informacional abre uma série de possibilidades para a organização da produção e do trabalho. O capitalismo sabe tirar proveito dessa revolução tecnológica para “emancipar-se” dos constrangimentos tradicionais impostos tanto pelo Estado, como pelo conjunto dos trabalhadores. Essa revolução apresenta duas características principais: ela permite produzir mais, em menos tempo e com menos trabalho; o trabalho, na “economia do conhecimento”, é sobretudo trabalho imaterial.
A Ecocert Brasil , coerente com sua visão de mundo e de sociedade, acredita no comercio justo como forma de desenvolvimento de relações equitativas entre produtores e consumidores, especialmente de grupos de pequenos produtores que muitas vezes encontram nesse canal uma das únicas alternativas de participação e portanto de viabilização de seus empreendimentos.
Na prática a Ecocert Brasil vem de inspecionar duas organizações de pequenos produtores de Santa Catarina (APACO e BIORGA), para fins de certificação da condição orgânica dos seus produtos, Ã serem comercializados nos canais do comercio justo.
Lula acaba de herdar de FHC um dilúvio. E um Noé não será suficiente para pilotar a Arca salvadora. Precisa-se de coajuvantes que com ele assumam a reinvenção do Brasil. É a razão primeira da repactuação social proposta, inteligentemente, por Lula. Povo e elites são convocados a fazer a sua parte. Especialmente as elites que sempre enfeudaram o Estado para realizarem seu projeto histórico. Na verdade, elas nunca incluiram o povo, antes o temiam, mantendo-o como massa de manobra, Ã margem ou na exclusão. No velho pacto, a democracia era reduzida: o povo tinha apenas o direito de, a cada quatro anos, eleger o seu ditador e para isso era induzido. Uma vez eleito, o ditador esquecia o povo. A política era feita exclusivamente com as elites, nos palácios, nos ministérios e nos aparelhos burocráticos. O povo traído suspirava: quem dos nossos, um dia, vai nos representar?
Presidente Luís Inácio Lula da Silva, novamente visitou-me um anjo de luz e me sussurrou: "Agora que seu amigo, irmão e companheiro foi investido de poder, não deixe de lhe recordar a missão que o povo brasileiro lhe confiou e que jamais deve esquecer em momento algum de seu mandato: você foi eleito para refundar a sociedade brasileira, suporte indispensável da revolução necessária"
Acabada a euforia da vitória e as festas da posse, temos que refletir seriamente o que isso significa e como devemos cooperar nesse propósito
Minha reflexão é didática, como o faria um mestre de ensino fundamental
Um dos efeitos mais avassaladaores do capitalismo globalizado e de sua ideologia, o neo-liberalismo, é a demolição da noção de bem comum ou de bem- estar social. Sabemos que as sociedades civilizadas se constroem sobre duas pilastras fundamentais: a participação (cidadania) e a cooperação.Juntas criam o bem comum. Mas este foi enviado ao limbo da preocupação política. Em seu lugar, entraram as noções de rentabilidade, de flexibilização, de adaptação e de competividade. A liberdade do cidadão é substituida pela liberdade das forças do mercado, o bem comum, pelo bem particular e a cooperação, pela competitividade.
O Presidente Lula começou suas viagens internacionais. Leva em sua bagagem o sonho e a esperança que o elegeram. Qual é o signficado dessa irrupção para o sistema mundial? Nosso analista político mais arguto, Emir Sader, vê nele o começo do pós-neo-liberalismo já que o projeto neoliberal, segundo John Williamson, o formulador do Consenso de Washington, entrou em crise no mundo inteiro. Como funciona o sistema mundial e em seu confronto qual é a singularidade de Lula?
A prioridade das políticas mundiais é a rentabilidade financeira a curto prazo, a eficácia produtiva, a estabilidade dos mercados e o combate implacável ao terrorismo. A palavra de ordem da cultura daí derivada é a maximalização da felicidade individual tirando o máximo proveito do que a tecnociência nos oferece em bens e comodidades.
A esperança é uma das três virtudes teologais, ao lado da fé e do amor. Rima com confiança, termo que deriva de fé: quem acredita, espera; e quem espera, acredita. Esperar é confiar.
Vivemos um momento novo da história do Brasil. Com a eleição de Lula, a esperança venceu o medo. O que será o governo petista ainda não sabemos. Mas há a esperança de que priorize as questões sociais e reduza significativamente as desigualdades que caracterizam o Brasil.
Para Jesus, a esperança se coloca lá na frente, no Reino de Deus, que marca o fim e a plenitude da história, e não lá em cima, enquanto postura verticalista de quem ignora a existência deste mundo ou a rejeita. Hoje, a expressão Reino de Deus possui conotação vaga, metafórica. Pode-se, porém, imaginar o que significava falar disso em pleno reino de César... Não há dúvida da ressonância política do termo, pois Jesus ousou anunciar um outro Reino que não o de César e, por isso, pagou com a vida.
Importa captar a revolução que a vitória de Lula significa para a história brasileira. Conscientemente, ele se propõe, refundar o Brasil. E cumpre fazê-lo porque o Brasil do velho pacto social funciona apenas para um pais reduzido, com cerca de 70 milhões de brasileiros. Para estes felizardos, ele é aprazível. Para os restantes cem milhões é uma tragédia social, dada a humilhação da fome, a opressão da injustiça social e a negação da esperança.
A eleição de Lula propicia reflexões sobre formas de se fazer política. Fazer política é exercer concretamente o poder. Vejo quatro formas de exercício de poder.
Primeiro, a política do punho fechado. Trata-se do poder exercido de cima para baixo e de forma autoritária. Há um só projeto político, aquele do detentor do poder que pode ser um ditador ou uma classe dominante. Eles simplesmente impõe o projeto e esmagam os alternativos. Foi o que mais vigorou na história brasileira.
En esta Navidad cuida el medio ambiente: No compres musgo, heno o corteza de cualquier tipo de árboles.
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